Documentário britânico Arcade Attack

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É incrível como, de tempos para cá, a tecnologia fica obsoleta e se reinventa tão rapidamente, quase como se não aproveitássemos direito um produto recém comprado. Em termos de games, não é diferente, tem-se a impressão de que um console é lançado e, logo, é substituído por um que tenha mais memória, mais capacidade gráfica e jogos mais complexos. Houve uma época, porém, que as coisas não aconteciam tão rapidamente. Sobre este tema, o “estar obsoleto” e a chegada do novo, é que trata o documentário britânico Arcade Attack: The Silverball Heroes Vs. Video Invaders, produção de 1982 do ilustre desconhecido Mike Wallington. Em seus 25 minutos de duração, Arcade Attack põe frente à frente um colecionador de Pinball e um garoto prodígio no jogo de arcade Defender, da Williams, à época em que os fliperamas de tela ganhavam popularidade. Cada qual procura se “defender”, demonstrando por A + B as peculiaridades positivas de seus objetos de desejo – o caráter caótico do Pinball contra a “inteligência” regida pelos chips de Defender.

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O grande lance do documentário, por outro lado, já pode ser percebido nos primeiros minutos, nas cenas rodadas em um cais da Inglaterra – o destino cruel a que todos os aparelhos eletrônicos, inclusos os games, acabam entregues: tornar-se obsoletos. É o que percebemos ao constatar a imensa coleção de pinballs barulhentos e iluminados versus as novas máquinas de diversão eletrônica, os arcades, que chegavam para ficar – os pontos de vistas opostos sobre os quais já falei.

Não ousarei estragar os fantásticos minutos finais do documentário (se é que se pode chamá-lo assim, pois há uma mudança brusca na linguagem, que se torna metalinguagem), quando os telespectadores poderão esperar algo parecido com o que se vê no filme TRON: Uma Odisséia Eletrônica. Calma! Não estragarei as surpresas, fiquem tranquilos!

Como se trata de um vídeo raro de se achar até mesmo para aquisição, o jeito é efetuar o download, via torrent, a partir daqui. E preparem seus ouvidos, pois o sotaque britânico é bem forte e não há legendas.

No fim das contas, a ironia da coisa é que, hoje, tanto o Pinball quanto os Arcades (como os conhecemos) estão extintos. E quem não tem medo de ficar obsoleto?

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